domingo, 5 de junho de 2011

setimo capitulo

-liguei varias vezes alice-dizia uma voz ao telefone
-eu vi-comentou ela sentada na sala com uma taça de vinho na mao e o olhar vago
-esta tudo bem?
ela apoiou a taça na mesinha de centro e apertara no botão do viva voz,apoiando de volta o aparelho sem fio no sua devido local e escutando o chiado do outro lado da linha.
-posso te contar uma coisa?
-claro-falou tiago emitindo um barulho que parecia ser de alguem sentando na beira da cama
-eu nao sei por onde começar-brincou rindo-...hum...digamos que esteja vendo coisas que...meus olhos nao aceitam bem.
-como assim?
-eu nao sei se é falta de sono mas,...tem uma garotinha...que eu sempre vejo por ai e depois tenho uns flashes umas visoes,estranhas.
-como é?
-hoje eu a vi ser engolida entre o onibus e o nada.sumiu diante dos meus olhos...-explicava com a voz meio se esvaindo a uma agonia
-talvez seja uma serie de coisas amor,sabe...a morte da karem,seu sono,o estress.
-eu nao sei.estive pensando em procurar um medico
-seria bom
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Alice estacionava o carro na rua quint enquanto falava pelo telefone com a irmã.
saira do carro e visualizara uma livraria de artigos antigos.
desligou o telefone e entrou
-oi...-disse ao chegar ao balcao
o rapaz que atendia usava uma camiseta de capuz nas costas e lia gibi
-sim?-disse nem a fitando nos olhos
-voce tem algum livro sobre...paranormalidade?
-alguns.tem algum especifico?
alice puxou o gibi das maos dele.
-preiciso de ajuda!-disse quando ele a olhou nos olhos
a moça sentiu um arrepio e frio terrivel.
perto a porta uma figura embaçada,de um homem,em cores brancas e anevoadas.
-esta vendo?-disse a quando todo instante olhando para tras
o garoto deu um sorriso meio sem graça e abaixou a cabeça
-vejamos...-disse indo a uma das prateleiras as suas costas-temos dois disponiveis aqui.é pra alugar ou comprar?-comentou os jogando no balcao
alice os viu e virou o pescoço pra tras,o homem nao estava mais ali
-comprar é claro.
o rapaz se sentou numa cadeira e sempre mascando algo que parecia um chiclete,entrou no sistema da livraria.
-rg e cpf por favor
alice os tirou e o fitou
-voce...entende algo que esta aqui?-indagou apontando para os livros
-olha...eu nao confio muito nao sabe..mecher com isso nao é bom.
-eu tenho uma conhecida,que diz ver coisas sabe?no começo achei que ela estava louca...-falou meio que rindo-mas vejo que é serio.
-quer saber o que pode ter ocasionado isso?diversas coisas.desde uma pancada na cabeça,um stress profundo,ate ...uma sensibilidade pra coisa.
-existem?
-o que?
-essas coisas ...
-olha,por que nao tomamos um café?aceita?eu nao sei muito sobre o assunto mas,meu pai era vidente.
-vidente?
-pelo menos ele acertava a maioria das coisas.
Alice abriu um dos livros e sorriu
-entro em contato se precisar-disse mostrando o numero da livraria em forma de carimbo artificial
o rapaz lhe entregou os documentos e esta saiu do ambiente sem dizer nada
puxou as chaves do carro quando sentiu um calafrio as suas costas.
parou.
se estava louca,precisava seriamente de ajuda.se nao estava,o que estava realmente acotecendo entao?
olhou para tras e viu uma menina,longe atravessando a rua com as amigas.perto a elas,a garotinha com a bola,tambem as seguia.
alice abriu o carro e largou os livros la.
o trancou e saiu correndo rumos as garotas.
viu que uma delas se despedira das demais,enquanto as outras entravam em uma sorveteria na esquina da rua.
a garotinha da bola estava ali,acompanhando a menina solitaria que usava saia azul,sapatos escuros,cabelo bem preso e uma pasta para guardar os livros.
caminhava a passos curtos.
eram por voltas das 10:40 da manha.
quanto mais alice tentava andar rapido,mais suas pernas ficavam pesadas.
ela via,do outro lado da rua,um homem dando um telefonema.
iria acontecer de novo,presumiu.
teria que chegar antes dele.
um enjoo muito forte quase lhe fez vomitar o cafe inteiro ali.
suas maos geladas,tremiam como parkinson
sua repiração falhava
a menina dobrara uma rua.
alice disparou.
o homem que estava em uma cabine telefonica sumira.
ela pode ver a bola,quicando da esquina ate o meio da rua.
quando chegara lá,quase com o coração na boca,percebera incompreeensivelemnte estar em um lugar que tinha a estranha sensação de que ja havia o visitado antes.como?
uma rua sem saia.
estava tonta.
quase nao podia andar.
os pelos do corpo oriçados e um frio terrivel ao seu redor.
nao via mais ninguem conforme ia entrando.
um carro estava estacionado ali.
um carro bem antigo,modelo azul,teto branco e bancos de couro.
haviam latas de lixo por todos os cantos,e aquilo ali aglomerado,tornava o ambiente insulportavel de se ficar.
fira no fundo,quase perto ao muro,um homem,de casaco escuro,touca de lã e botas,ejoelhado.
sacou o revolver e tentou prender a respiração.
seja o que ele estivesse fazendo era um suspeito.
ao chegar bem perto a ele,encostou-lhe o cano da arma em sua nuca careca.
-nao se mova.esta preso...-disse em tom seco
ela conseguia ouvri a respiração dele,agonizante
ficara estatico
por alguns segundos ele rapidamente virara e a esbofeteara com uma das maos
alice caiu longe
a arma voou das suas maos.
quase apagada no chao ainda vira a face do homem
olhos sem palpebras,sem sobrancelha,pele muito fina e sem pigmentação
a boca,era circular,cheia de micro dentinhos,como dentes de piranha.
ele emitiu um grunido
seus olhos eram como os de um gato.
amarelados e com uma lasca negra no centro da iris
a fitou e saiu correndo.
alice pode ver ao fundo,onde ele estava mais uma vitima.
a garota da saia azul

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